Ensaio de cargas uniformemente distribuídas
Este ensaio observa como a esquadria se deforma e reage à pressão do vento simulada em uma câmara. O procedimento inclui aplicação de pressão e sucção, leituras de deformação e uma etapa de segurança.
Fonte: ABNT NBR 10821-3:2017, seção 7, páginas 10–13, e Tabela 1 da página 11. Configurações dos medidores ilustradas no Anexo C, páginas 22–26.
Equipamentos e medições
| Item | Condição de consulta | Referência |
|---|---|---|
| Câmara e aplicação de pressão | Deve permitir pressões estáticas estabilizadas | 7.1.1–7.1.2 |
| Medição de pressão | Precisão de ± 20 Pa para pressões positivas e negativas | 7.1.3 |
| Medição de deformação | Exatidão de ± 0,1 mm para leituras máximas e residuais | 7.1.4 |
| Pontos de leitura | Definidos por tipologia, conforme Tabela 1 e figuras C.1 a C.10 | 7.1.4, p. 11 |
A norma determina leituras nos pontos críticos do corpo de prova. Para perfis com maior extensão, os equipamentos são posicionados nas extremidades e no centro, permitindo descontar movimentos dos apoios.
Cálculo das deformações por tipologia
A Tabela 1 da norma, página 11, relaciona os pontos dos medidores de deslocamento com as fórmulas de deformação. A escolha depende da tipologia e da presença de bandeira, peitoril ou caixa de persiana.
| Figura | Esquadria | Equação ou condição resumida |
|---|---|---|
| C.1 | Giro e pivotante | \(D_{\mathrm{máx}} = D_2-(D_1+D_3)/2\) |
| C.2 | Projetante e projetante-deslizante | Adotar o mais desfavorável entre \(\lvert D_1-D_2\rvert\) e \(\lvert D_3-D_2\rvert\) |
| C.3 | Tombar | Adotar o mais desfavorável entre \(D_1-D_2\) e \(D_3-D_2\), conforme a Tabela 1 |
| C.4 | Basculante | Medir no perfil mais distante do eixo; se houver fecho central, usar a diferença mais desfavorável indicada para os medidores |
| C.5 | Correr | \(D_{\mathrm{máx}} = D_2-(D_1+D_3)/2\) |
| C.6 | Guilhotina e integrada (persiana de enrolar) | \(D_{\mathrm{máx}} = D_2-(D_1+D_3)/2\) |
| C.7 | Bandeira ou caixa de persiana integrada | \(D_{a,\mathrm{máx}} = D_5-(D_4+D_6)/2\); \(D_{b,\mathrm{máx}} = D_2-[(D_1-D_5)+D_3]/2\) |
| C.8 | Sanfona (camarão) | \(D_{a,\mathrm{máx}} = D_2-(D_1+D_3)/2\) |
| C.9 | Bandeira e peitoril, ou caixa de persiana integrada e peitoril | \(D_{a,\mathrm{máx}} = D_5-(D_4+D_6)/2\); \(D_{b,\mathrm{máx}} = D_2-(D_1+D_3)/2\); \(D_{c,\mathrm{máx}} = D_8-(D_7+D_9)/2\) |
| C.10 | Janela integrada com peitoril fixo | \(D_{\mathrm{máx}} = D_2-[(D_3-D_5)+(D_1-D_8)]/2\) |
As letras \(D_1\), \(D_2\) etc. correspondem às leituras dos instrumentos identificados na figura do ensaio, e não necessariamente às dimensões físicas dos perfis.
Critério de uso: confirmar a equação no texto e a localização de cada medidor nas figuras C.1–C.10. Quando a tabela indica o resultado mais desfavorável, não escolher apenas a diferença mais conveniente. Os limites admissíveis de deformação dependem dos requisitos aplicáveis da Parte 2.
Sequência do ensaio
A seção 7.2, páginas 12–13, descreve as etapas principais:
- Instalar o corpo de prova conforme o projeto ou manual, com a vedação auxiliar da câmara apropriada. Realizar cinco ciclos de abertura, fechamento e travamento (7.2.1–7.2.2(a)–(d)).
- Para janela com persiana de enrolar, executar as condições de pressão de segurança com a persiana recolhida e abaixada, conforme 7.2.2(e).
- Posicionar instrumentos nos perfis críticos indicados para a tipologia (7.2.2(f)).
- Aplicar três vezes a pressão de acomodação \(P_{ac}\), igual à metade da pressão de ensaio, observando os tempos estabelecidos (7.2.2(g)).
- Começar a aplicação das pressões de ensaio, com a fase inicial descrita na norma, e registrar deformações. Retirar a pressão e, no intervalo previsto, medir deformações residuais (7.2.2(h)).
- Prosseguir com outras etapas de pressão até o valor especificado ou até eventual rejeição funcional ou de montagem, conforme a seção 7.2.2(i).
- Repetir as etapas equivalentes em sucção (7.2.2(j)).
- Na etapa de pressão de segurança \(P_s\), aplicar duas vezes em pressão positiva e depois duas vezes em pressão negativa; observar o corpo de prova e verificar abertura, fechamento e travamento ao final (7.2.2(l)–(m)).
Registros do relatório
- Pressões efetivamente aplicadas.
- Deformações máximas e residuais.
- Ocorrência de ruptura, desprendimento de componentes, quebra de vidros e outras alterações observadas.
- Classificação obtida, segundo a edição correspondente da NBR 10821-2.
A norma remete à NBR 10821-2:2017, Tabela 1. A biblioteca mantém ficha de requisitos da Parte 2:2023, que deve ser consultada com atenção às diferenças de edição.
Referência por tipologia
Consultar a posição dos medidores no Anexo C.
Procedimento e aceitação são diferentes
Os valores de pressão, as etapas e as equações do método não permitem declarar conformidade sem conferir a classe de aplicação, os limites de deformação e as demais exigências da edição apropriada da Parte 2.