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Ensaio de estanqueidade à água

O ensaio procura identificar se a água entra na esquadria e em quais condições isso ocorre, combinando pulverização e diferenças de pressão que simulam a ação do vento e da chuva.

Fonte: ABNT NBR 10821-3:2017, seção 6, páginas 8–10; definições 3.6 a 3.10, páginas 2–4; figuras do Anexo B, páginas 19–21.

Equipamentos

O sistema utiliza câmara e medidores de pressão, além de bicos que distribuem água sobre o corpo de prova de forma controlada.

Elemento Condição descrita na norma Referência
Medição de pressão Exatidão de ± 5 Pa 6.1.3
Pulverização Sistema capaz de produzir aspersão contínua e regular 6.1.4
Vazão nominal por bico (2 ± 0,2) L/min no sistema geral descrito 6.1.4
Métodos A e B Inclinações e posicionamentos diferentes, conforme exposição da esquadria 6.2.2
Bicos na largura Espaçamento de (400 ± 10) mm, com bico no centro da largura 6.2.2.2
Bicos na altura Disposição depende da altura e da presença de pingadeiras 6.2.2.4

As configurações dos equipamentos estão resumidas também na ficha Posicionamento dos bicos do Anexo B.

Escolha da configuração de pulverização

A seção 6.2.2 (p. 9) diferencia duas exposições:

  • Método A: apropriado para situações em que a esquadria fica totalmente exposta.
  • Método B: apropriado para situações com proteção parcial, como projeções de laje.

A configuração usada depende do local de instalação declarado no projeto. Se a localização não estiver informada, ou se forem possíveis as duas condições, a norma orienta ensaiar pelo método A.

Importante: a seção 6.2.2.4 distingue a vazão média de 2 L/min para os métodos A e B nos modelos até 2,5 m de altura e de 1 L/min nas fileiras adicionais de modelos maiores. As figuras do Anexo B detalham os bicos para configurações específicas. Não misturar parâmetros de configurações diferentes.

Sequência resumida

  1. Instalar a esquadria na câmara e ajustar os componentes; executar cinco ciclos de abertura, fechamento e travamento (6.2.3(a)–(d)).
  2. Se não houver ensaio de ar nas últimas 24 horas, aplicar três vezes a pressão de acomodação \(P_{ac}\), equivalente à metade da pressão de ensaio, conforme os tempos descritos em 6.2.3(e).
  3. Iniciar a aspersão por 15 minutos sem pressão aplicada (6.2.3(f)).
  4. Aplicar pressão em etapas, mantendo a pulverização e aguardando os períodos previstos em cada fase; o corpo da norma descreve etapas sucessivas de aproximadamente 5 minutos e fases de estabilização (6.2.3(f)–(g)).
  5. Observar e registrar todos os vazamentos e o momento de ocorrência, distinguindo permeabilidade inicial (PI) e excessiva (PE) (6.2.3(g)–(h)).
  6. Ao terminar, interromper as condições do ensaio e registrar eventual início de escoamento residual no intervalo previsto em 6.2.3(i).

A programação completa de pressão deve ser consultada no texto integral, inclusive as faixas e progressões da seção 6.2.3(g), antes de executar um ensaio real.

Como interpretar a água observada

A norma diferencia situações de água acumulada ou drenada dentro do conjunto, sem ultrapassar o plano interno do marco, de vazamentos que atingem a face interna da esquadria. A Figura 1, na página 3, traz exemplos e indica que a admissibilidade de PI varia conforme o nível de desempenho.

Registro Interpretação
PI Ocorrência inicialmente limitada nos termos do método, cuja aceitação depende do nível de desempenho aplicável
PE Água ultrapassa o plano interno do marco; a definição da norma indica reprovação
Escoamento O tempo e a posição devem ser registrados juntamente com as pressões aplicadas

Registrar: pressões, vazões de aspersão, fotografias, pontos de entrada de água, tempo do aparecimento e classificação conforme a norma de requisitos aplicável.

Não confundir método com aprovação

A identificação de PI ou PE e a seleção da pressão de ensaio não substituem os critérios de aceitação da NBR 10821-2. Esta ficha resume as seções e não deve ser usada isoladamente para configurar um laboratório.